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18/04/2008
Enzimas – o princípio vital

As enzimas são células vivas que são produzidas unicamente por organismos vivos e que tem como função ligar e desligar todas as coisas no corpo, impedir que os alimentos deteriorem e muitas centenas de ações, sem as quais a vida não seria possível.
Suas características são, para dizer pouco, fantásticas! Uma pequena quantidade, um décimo de um grão permite que um determinado tipo de alimento ou função ocorra e, no final do processo, ela perdeu muito pouco de seu poder. Elas não agem pela quantidade, mas dependem do tempo para realizar seu trabalho. As enzimas não sofrem o desgaste como aquele, por exemplo, dos catalizadores químicos - que aceleram e permitem uma reação entre dois componentes químicos, mas que são inteiramente destruídos no processo – para eles a quantidade é fundamental.
A nossa vida e o bom funcionamento de todo corpo depende inteiramente das enzimas. Elas são produzidas em parte dentro de nós e, muitas delas, vem de fora, principalmente do reino vegetal. Entretanto, fabricá-las é muito custoso para o organismo, de modo que sempre dependeremos de fonte externa: dos vegetais integrais, frescos e crus. Quando alguém não se alimenta de vegetais crus, começa aos poucos ter deficiências em enzimas e todas as suas funções se tornam lentas e ameaçam parar.
A temperatura normal do corpo é ideal para seu máximo funcionamento, elas param de funcionar em baixas temperaturas e são destruídas para sempre nas altas temperaturas. Todos os alimentos básicos: proteínas, carboidratos e gorduras, só podem ser digeridos na presença das enzimas. É na digestão que elas reinam absolutas. O que chamamos vitalidade, a vida que temos, a capacidade de recuperação das enfermidades, estão intimamente relacionadas a estas pequenas células de vida.
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16/04/2008
O pão e o leite das crianças

O pão e o leite quando tomados juntos e em excesso são uma das principais causas das gripes e febres freqüentes em crianças e em pessoas enervadas e toxêmicas. O que se costuma chamar de doenças infantis são variações de uma só e mesma “doença”.
O esforço por servir alimentos puros e nutritivos à população é louvável e importante. Leite puro e sem contaminação e trigo sem fungos e com capacidade nutritiva preservada é uma grande conquista da política nacional de saúde. Mas, a pergunta que não deve ser esquecida é: qual é a capacidade digestiva da pessoa que está sendo alimentada com este leite e com este pão?
Quando alguém é alimentado além de sua capacidade de digerir, quer tenha recebido um alimento de boa ou de má qualidade, estes alimentos sofrerão fermentação dentro do aparelho digestivo, porque nós temos bactérias em nosso interior. E esta situação é produtora de doença da mesma forma que ingerir um alimento super contaminado e estragado.
Você se esforça em dar para seus filhos e para si mesmo o melhor alimento e, no fim, é como se tivesse comendo e fornecendo a eles o pior alimento porque eles se transformam em fator de contaminação dentro do corpo.
Ao combinar leite e pão – amido e proteínas – haverá produção de catarro, de muco, decorrentes da fermentação desses produtos. Este é o motivo de problemas crônicos de nariz entupido, secreção nasal, tosse e/ou gastrite. Estes órgãos se tornam locais substitutos de eliminação de resíduos da má digestão. Esta é uma fonte certa de todas aquelas chamadas doenças da infância – que possivelmente poderiam ser evitadas com cuidados simples.
O excesso de qualquer um desses alimentos ou a simples combinação deles é algo que deve ser evitado agora e sempre, principalmente nas crianças e nas pessoas de saúde já abalada. Comer bem não é sinônimo de comer muito e nem de misturar alimentos incompatíveis. Muitos casos crônicos e severos de doenças em crianças e adultos desaparecem naturalmente quando os hábitos alimentares são mudados. |
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15/04/2008
A gripe

Há certos fatos curiosos a respeito da assim chamada gripe que demonstram bem quão longe estamos de saber com precisão o que é esta crise na saúde das pessoas.
Em 1918/19 houve uma séria epidemia que matou centenas de milhares. A Marinha Americana recrutou “voluntários” entre os militares, para as suas experiências. Essas cobaias humanas foram alimentadas fartamente com micróbios da gripe. Eles foram inoculados com o sangue dos doentes que estavam delirando em febre. Ainda, suas gargantas e narizes foram pincelados com as secreções purulentas tiradas dos doentes e, muitas outras tentativas foram feitas para “transmitir” a terrível peste gripal para os soldados saudáveis. E o resultado surpreendente: todas estas tentativas arrepiantes falharam!
O fato acima suscita algumas questões: 1. Se o fato de isolar os pacientes poderia prevenir a gripe, como apareceu o primeiro caso? 2. Como explicar que pessoas que estavam a centenas de quilômetros, isoladas, naquela situação, também adoeciam? É evidente que alguém, por ser o primeiro, em algum momento gripou-se sem pegar a gripe de ninguém. 3. Se alguém ficou doente sem pegar de ninguém, por que não seria possível que milhões adoecessem também sem o suposto “contágio”? Ou seja, é bem possível e lógico que todos os gripados adoeçam sem nenhum contágio. 4. Se os vírus na sua capacidade máxima de contágio não provocam a gripe, como demonstrado no fato relatado, então o que pensar das tentativas modernas de imunizar com vacinas? Imunizar do que, se o vírus não é a causa direta da gripe?
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14/04/2008
As doenças não devem ser curadas

As doenças devem ser curadas – há um esforço continuado para manter a humanidade acreditando que as doenças devem ser combatidas como um inimigo que deseja nos matar. Ao invés de tentar curar doenças devemos ajudar os doentes.
Quando o alvo é a doença, tomamos as manifestações de proteção e reparação do organismo como se elas fossem entidades com vida própria, que levam um nome próprio e o modo de ação de um ser maligno cujo único objetivo é nos fazer mal. Mas, se olhamos para o doente e vemos o que acontece com ele e o ajudamos a compreender porque adoeceu e, preparamos as condições para a sua cura, ele recuperará a saúde perdida.
Quem faz a tosse, a febre, a diarréia, a cólica, a tontura, o vômito? Todos estes, assim chamados sintomas, são produzidos pelo organismo vivo. Ele faz a tosse para eliminar algo indesejável que está no pulmão, assim faz também com o vômito, a febre, sempre atuando para livrar-se de algo que, se ficasse no corpo o destruiria. Quando o trabalho de eliminação terminar a febre, a diarréia e outras manifestações cessarão. Que necessidade e utilidade haveria em interromper e impedir estes processos salutares?
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13/04/2008
A doença não é um processo destrutivo

A doença seria um processo destrutivo. Esta crença medieval quase universal é um hipnótico poderoso que obriga a busca frenética por cura o que, finalmente, prejudica mais ainda a saúde.
Ao acreditar que a doença é uma entidade com a capacidade e objetivo de destruir a vida, passamos a tratar os sintomas das assim chamadas “doenças” como inimigos a serem aniquilados. Lançamos mão de recursos extraordinários: chamamos os doutores, tomamos remédios, nos submetemos a cirurgias, e passamos por exames – porque imaginamos que estes recursos seriam imprescindíveis para interromper a doença.
O que chamamos “doença” é, na verdade, um esforço remediante do organismo vivo. A assim chamada doença não é o inimigo, mas a ação natural e necessária à cura, a auto cura. Assim, a doença não deve ser suprimida com qualquer ação externa, e principalmente, com recursos artificiais, estranhos a fisiologia e a biologia humana.
A primeira conseqüência salutar de saber que a doença não é um processo destrutivo é que deixamos de temer as manifestações desagradáveis, as dores, as febres, as tosses, etc. Logo, também compreendemos que o que chamados “doença” já é, de alguma maneira, a cura. Quando sabemos como nos comportar diante dos sintomas, os processos de recuperação se resolvem da melhor maneira.
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11/04/2008
Perigo para a saúde nos complementos alimentares
“A retenção das toxinas metabólicas é a primeira e a única causa das doenças” Dr. J. H. Tilden
Criou-se uma verdadeira mania no uso continuado de vários produtos a título de complementos alimentares, vitaminas, estimulantes, calmantes, circulatórios, lipolíticos, etc. Apesar das advertências, as promessas são tão sedutoras que muitos não resistem e consomem grandes quantidades e variedades destes produtos. Há um risco verdadeiro no uso pessoal sem a indicação de um profissional capacitado e acompanhamento adequado.
Os órgãos de vigilância em saúde do Brasil e dos EUA sempre tornam a enfatizar que os produtos concentrados com alguma capacidade de mudar os processos metabólicos devem ser vistos como tendo algum potencial tóxico. Além da capacidade de provocar danos de cada um desses produtos, há a interação entre os vários produtos que pode ser tanto ou mais séria que a toxidade individual.
Via de regra o nosso organismo está equipado naturalmente para digerir alimentos e ainda assim, alimentos diluídos: frutas, verduras, legumes e, com alguma dificuldade: grãos, nozes e feijões, etc. Quando se introduz no corpo qualquer coisa que não pode ser transformada em tecido vivo - produto tóxico - esta coisa deverá ser de alguma maneira neutralizada e expulsa. Os complementos, vitaminas e similares são, ou excessivamente concentrados e, portanto, muito complicados de serem processados pelo corpo, ou contém “princípios ativos” – toxinas.
Você acredita nas maravilhas que certos produtos podem fazer por você?
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09/04/2008
Farinha de trigo biogênica
“A natureza – nosso subconsciente - possui todo o monopólio do poder de curar” Dr. J. H. Tilden
Os grãos germinados foram a maior descoberta em nutrição que se tem notícia. Nós somente re-descobrimos uma prática de milênios muito comum entre os Essênios, uma irmandade muito ativa no século IV AC. Os povos que se alimentavam com grãos germinados desconheciam as doenças de civilização e viviam em média mais de 120 anos Entre as década de 30 e 70, o Dr. Edmond B. Szèkely comprovou cientificamente as propriedades biogênicas e bioativas dos grãos germinados em mais de 150.00 pacientes, nos EUA. Este alimento vivo contém uma quantidade e qualidade de nutrientes muito superior àquelas dos alimentos convencionais. Na germinação há multiplicação de nutrientes, por exemplo, a vitamina C tem um aumento de 600% ; sintetizam-se novas vitaminas e enzimas, as proteínas se tornam assimiláveis e os sais minerais mudam de inorgânicos para orgânicos. A transmutação mais fantástica é que o amido se transforma em açucares de primeira qualidade dispensando o metabolismo pancreático. As farinhas derivadas de grãos germinados são um super alimento de fácil digestão, que não deixam resíduos, não sujam os intestinos e não tem a desvantagem, por exemplo, das farinhas de trigo convencionais que contém o glúten.
Registramos alguns componentes essenciais da farinha de trigo biogênica: 115g de grão germinado produzem 414 cal. ; 11g. de gordura; 2g. de gordura saturada; 0g de colesterol; 60g. de carboidratos; 15g de fibras digeríveis; 27g. de proteínas. Proteínas e aminoácidos: proteínas totais – 26,6 g ou 53% da dose necessária diária; 365mg de triptofam; 1113mg de treonina; 964mg de isoleucina; 1807mg de leucina; 1688mg de lisina; 524mg. metionina; 537 mg. cistina; 1067mg. de fenilalanina; 810mg. detirosina; 1378mg. de valina; 2147mg. de arginina; 739mg. de histidina; 1699mg. de alanina; 2381mg. de ácido aspartâmico; 4594mg. de ácido glutâmico; 1638mg. de glicina; 1416mg. de prolina; 1267mg. de serina.
Minerais: 45mg de cálcio; 7,2mg. de ferro; 275mg. de magnésio; 968mg. de fósforo; 1026mg. de potássio; 13,8mg de sódio; 14,1mg. de zinco; 0,9mg. de cobre; 15,3mg. de manganês; 91,1mcg de selênio.
Vitaminas: 2,2mg de tiamina; 0,6 mg. de riboflavina; 7,8mg. de niacina; 1,5mg. de B6; 323mcg. de folato; 2,6mg de ácido pantotênico
A farinha de trigo biogênica pode ser utilizada com grandes vantagens em todas as preparações alimentares onde são utilizadas as farinhas integrais convencionais ou beneficiadas, incluindo as enriquecidas. Ela é um superalimento dietético recomendado para diabéticos e celíacos e em todos os problemas de saúde onde há necessidade de um alimento completo e de fácil assimilação, inclusive para atletas.
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09/04/2008
O instinto de vida
“As causas do sofrimento são a ignorância e a sede de prazeres” Buda Sakiamuni
O instinto de preservação quase desapareceu no homem moderno e tende a cair em desuso e tornar-se apenas um velho mito. De tanto desprezar e fazer pouco caso de suas defesas naturais o homem e a mulher não dão mais atenção aos avisos de seu organismo quando ele lhes indica o caminho a seguir, dos riscos que corre, e o que fazer para evitar danos ou a morte ou para preservar a vida.
Todos estamos bem dotados com um instinto de auto preservação que tem dois guias muito eficientes: a dor e o prazer. É pela sensação de dor que somos avisados dos perigos a que estamos submetidos e pela sensação de prazer somos levados para tudo o que conduz a preservação e o crescimento. A dor nos afasta do que nos ameaça e o prazer nos aproxima do que nos faz bem.
Contudo, às vezes, o instinto de vida precisa de ajuda neste mundo complexo e cheio de armadilhas. Nem sempre devemos fugir a qualquer custo da dor e do desconforto. E, também, nem sempre o prazer pode ser perseguido sem freios. Ao tocar um objeto quente puxamos a mão reflexamente por causa da dor, mas se fizermos a mesma coisa no dentista podemos provocar um desastre e sofrer ferimentos. Homens e mulheres fisicamente compatíveis se atraem e se dão prazer, mas entregar-se a isto sem medidas ou com uma pessoa proibida, ou na hora errada pode ter más conseqüências.
Ainda podemos confiar na pureza do nosso instinto de preservação? Duas coisas reduziram muito nossa eficiência: o excesso de conceitos que se adiantam e atropelam as sensações e os maus costumes que perverteram nosso instinto a ponto de acharmos frio o que está, de fato, fervendo.
Não podemos viver como os animais que são inocentes e simples, nós somos humanos. A Natureza espera muito mais de nós.
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08/04/2008
A doença não é inevitável
“O mundo gosta de ser enganado, portanto, deixe-o ser enganado” Provérbio Romano
Livrar-se de falsos conceitos sobre as doenças e sobre a saúde é necessário para preservar e recuperar a saúde porque, idéias erradas levam a ações erradas, o que contribui à má saúde. Um primeiro mito que precisa ser exposto sobre a doença é que ela seria inevitável.
É um fato que os outros e em nós mesmos, constatamos que, cedo ou tarde, há ocorrência de má saúde. Ora, a conclusão imediata é que a doença seria inevitável. E é verdade! A doença é inevitável sob as condições assim chamadas “normais” de vida – aqueles hábitos que a maioria têm como fazendo parte de seu dia. Mas, há um outro lado, quando mudamos nossos hábitos, as doenças não só se tornam menos freqüentes e menos graves como podem desaparecer de nossas vidas. Se é possível evitar 10%, 30%, 50% das doenças, o que nos impediria de evitar 100%? Ou seja, teríamos a possibilidade de construir a saúde até o ponto em que não ocorra mais a doença.
Primeiro é preciso compreender que não somos passivos em relação ao ambiente. Tudo o que comemos, bebemos, respiramos, ouvimos, pensamos,... tudo, afinal, tem uma influência positiva ou negativa – pode fazer bem ou mal. E isto depende da qualidade e da quantidade. O Sol é bom, mas excesso, queima e a falta adoece. A água é fundamental, mas excesso afoga e a falta, seca. Entre as coisas que podemos entrar em contato algumas são sempre perigosas, independente da quantidade, porque são venenos, são inimigos. O fogo, diferente do sol, sempre é destrutivo para nós; certas substâncias que não podem ser metabolizadas e transformadas em nossos tecidos, nos aniquilam, cedo ou tarde.
Saber que posso viver sem doenças, que posso ser mais forte que as influências negativas sobre a minha saúde é uma libertação interior do medo de adoecer e do sofrimento e, também, que posso cuidar de mim mesmo e livrar-me da dependência de meios e pessoas que prometem curas.
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07/04/2008
Saúde
“Comemora-se” hoje, dia 7 de Abril, o Dia Mundial da Saúde com alertas da OMS sobre as relações do clima com a saúde pública.
É importante considerar que as mudanças climáticas extremas sempre trazem problemas para os organismos vivos - incluído o homem. A abordagem atual de ataque aos problemas decorrentes de danos ao meio ambiente com suas conseqüentes influências sobre o clima e as condições do ar, da água e do solo através de saneamento básico é pouco eficiente e, por vezes inútil. Uma vez que o dano ao meio ambiente ocorreu, haverá uma resposta natural de compensação para devolver o equilíbrio ao que foi alterado pela ação humana.
Todas as conseqüências de hiper reprodução de insetos, de ratos, de algas, de fungos, de bactérias, de vírus, de aumento de calor, umidade e, enfim, daquelas alterações que podem ameaçar a vida humana que observamos hoje são o resultado inevitável de um modo de vida anormal, ou seja, de ações contra as leis naturais. É ingênuo imaginar que o homem, através de sua “ciência”, pudesse anular a lei da causa e efeito inventando alguma vacina ou medicamento que irá simplesmente apagar os resultados de seu viver destrutivo.
A única prevenção real e segura, ainda é de viver segundo as leis da vida, da natureza – que são bem conhecidas – mas pouco respeitadas. Depois que o dano está feito é bem difícil anular o mal com qualquer meio, mesmo que o chamemos de científico. Todos queremos a saúde: o bem estar, a eficiência, a longevidade, a sabedoria, a beleza, e todas aquelas características de um ser bem desenvolvido e saudável.
A literatura médica não tem uma definição de saúde e, da mesma forma, não tem uma definição da doença. Dizer que a doença seria um afastamento do normal, não ajuda muito. No caso, o “normal” deveria ser compreendido como a saúde. Quando se fala de normal quer se dizer o médio, aquilo que estatisticamente se encontrou como mais freqüente. Este parâmetro chamado normal, ou saúde, é, na verdade, baseado em pesquisas sobre uma população doente, com baixos níveis de desempenho – o homem médio.
É bem provável que estejamos comemorando o dia da saúde pensando na doença porque, inconscientemente, produzimos as condições que levam a uma saúde alterada e não a saúde verdadeira, que nunca vimos em ninguém.
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06/04/2008
Muito além dos orgânicos
Os orgânicos vieram para ficar, assim como a volta triunfal das frutas e verduras frescas, cruas e integrais, que até muito pouco tempo eram acusadas pelos doutores de não ter valor nutritivo. Estes profissionais afirmavam que alimento era somente as carnes, os queijos, os ovos, os grãos e o açúcar, e o resto, era sem importância para a vida.
Hoje todo o quadro mudou e, à força de provas irrefutáveis, o que podemos chamar verdadeiramente de “alimento” são os vegetais frescos crus e integrais que têm em sua composição muito mais nutrientes de base: vitaminas, enzimas, sais minerais, açúcar orgânico e água puríssima do que os concentrados em proteínas e carboidratos insolúveis. A ingestão de grandes quantidades de proteínas e carboidratos lentos, preconizados por eles, mostrou-se mais prejudicial do que benéfica. Para a humanidade atual o excesso é um problema maior do que a falta. Ou seja, morre-se mais de excesso de alimentos impróprios do que de falta, com exclusão de algumas áreas bem delimitadas do planeta e que estão sob crise política e guerras.
A declaração de um especialista inglês em nutrição, Lord Krebs, (http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid148366,0.htm) que os alimentos orgânicos não beneficiariam a saúde é muito parcial e exclui muitos pontos importantes. Sem dúvida é muito mais importante comer frutas e verduras frescas em quantidade suficiente do que não come-las. Porém, comer alimentos orgânicos que, comprovadamente contém mais nutrientes em quantidade e qualidade, que não estão contaminados por pesticidas e defensivos extremamente perigosos para a vida, a nossa e do planeta todo, não é desprezível.
Toda a vida do planeta é dependente da camada fértil da terra. Se, por acaso, a terra se tornar estéril por alguma catástrofe natural, o que é pouco provável, ou por nossos abusos, o que é mais provável, não haverá mais condições de vida neste planeta. Plantar orgânico significa melhorar a fertilidade da terra, não envenenar e nutrir melhor. As plantas dependem da fertilidade da terra, e todos os animais, incluindo o homem, das plantas. Plantar e alimentar-se com produtos orgânicos é a única saída para a sobrevivência da humanidade em futuro próximo. A questão da saúde quando nos alimentamos de alimentos de baixa quantidade nutricional e contaminados com pesticidas e aqueles orgânicos, não precisa ser discutida, é evidente que não temos escolha, precisamos plantar e comer alimentos de boa qualidade e que não deixem para trás um rastro de esterilidade para o nosso planeta.
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04/04/2008
Desintoxicação
Esta é realmente uma palavra mágica em saúde. Nenhuma ação pode dar resultado real, positivo se não se inicia por uma desintoxicação. É imperativo que nos livremos dos resíduos tóxicos de nosso organismo.
Quem está acima do seu peso ideal, quem sofre com reumatismos, com dores, e com todos aqueles sintomas de mau funcionamento orgânico precisa desintoxicar. Como tudo na vida tem um custo, livrar-se das toxinas também tem o seu preço. Este que é o início correto de tudo o que se faz para a boa saúde, traz um certo desconforto que varia segundo o ritmo e o grau da desintoxicação. Pode haver acumulação de matérias indesejáveis por muitas décadas, doenças crônicas associadas e, algumas vezes, infelizmente, lesões permanentes como resultado desse processo. É compreensível que não é possível resolver isso de imediato.
As tentativas desesperadas, ansiosas, e forçadas podem trazer muitos problemas. É aconselhável a supervisão de um profissional na área da higiene que possa conduzir tudo num ritmo adequado. Nesta hora o uso de qualquer tipo de remédio será um impedimento. Todas as drogas sujam o corpo e impedem as funções de eliminação.
É freqüente que aqueles que mudam seus hábitos alimentares e esperam, por exemplo, emagrecer, são frustrados com as dificuldades e a lentidão do processo. O motivo é que o organismo está literalmente entupido com matérias indesejáveis que atrapalham o bom funcionamento e até o impedem e deixam tudo muito lento e imperfeito. Quando você estiver com o seu meio interno limpo tudo ficará mais fácil e o que desejar fazer para ter uma melhor saúde será possível.
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03/04/2008
Os Hunzas e os Esquimós
“A não ser que os doutores de hoje se tornem os nutricionistas de amanhã, os nutricionistas de hoje se tornarão os doutores de amanhã”. Dr. Aléxis Carrel - Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1912.
Quando se comparam duas culturas que têm hábitos de vida tão marcadamente opostos como os Hunzas e os Esquimós, fica evidente a importância e a influência do modo de vida na saúde e como podemos usar isto a nosso favor hoje, e sempre. A libertação da escravidão das doenças, das curas e dos curadores só virá quando se compreenda que a saúde está ao alcance de nossas próprias mãos.
O povo com a melhor saúde e de vida mais longa da terra são os Hunzas do Norte do Paquistão e, os de pior saúde e que vivem menos, são os Esquimós.
Os Hunzas foram descritos pelo Major General Dr. R. MacCarrison assim: Eles são grandes consumidores de frutas; consomem poucos derivados de leite e menos ainda, carnes; têm corpos perfeitos, se deleitam em banhos em rios gelados; atingem facilmente os 120 anos com plena força, resistência e lucidez; as doenças comuns entre nós são praticamente desconhecidas entre eles. Em nove anos o Dr. McCarrinson não viu um só caso de câncer.
A saúde e longevidade deles é atribuída pelo pesquisador a três principais fatores: 1. O uso de alimentos simples, integrais, e vegetais. 2. Uma vida vigorosa passada ao ar livre. 3. Um ambiente livre de poluentes e ameno.
Os esquimós observados pelo Dr. Samuel Hunton foram assim descritos: Eles atingem a velhice aos 50 anos e a senilidade aos 60. A palavra esquimó deriva da língua dos índios Cree e quer dizer: “comedores de carne crua”. Eles têm baixíssima resistência as doenças infecciosas e sofrem de severa osteosporose na velhice. A média de vida entre eles é de 28 anos apenas. Sua dieta é de 95% de carnes. Os esquimós passam uma grande parte de suas vidas em ambientes fechados ao abrigo do frio e vento, ao contrário dos Hunzas e a semelhança dos homens modernos.
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02/04/2008
A nova nutrição humana
Nas últimas décadas ocorreu uma verdadeira explosão de teorias sobre nutrição. Algumas mais, outras menos científicas, porém todas elas apresentam resultados controvertidos e são sempre contrariados por novas teorias. A verdade é que as aplicações destas teorias em hospitais e instituições são, para dizer pouco, desastrosas.
Os essênios, que há mais de 2000 anos viveram na Palestina e Egito, alimentavam-se de uma maneira muito especial e que hoje começa a ser redescoberta. Os registros históricos nos mostram resultados impressionantes do modo de vida deste povo, como ausência de doenças, longevidade (viviam até os 150 anos), funções físicas e psíquicas perfeitas em qualquer momento da vida. A base da sua alimentação era de alimentos vegetais, integrais frescos e crus, colhidos diretamente sem arrancar a planta (legumes, folhas) ainda, sementes, grãos germinados, brotos, frutas frescas e secas, leite fresco cru e mel integral não manipulado.
No século XX, na década de 30, durante o Grande Experimento no Rancho de La Puerta no Novo México, por um período de 40 anos, 150.000 pessoas foram tratadas através do modo de vida e alimentação essênia pelo médico Edmond Székely. Milhares de seus pacientes se restabeleceram de doenças consideradas incuráveis pela ciência moderna. Szèkely classificou os alimentos em quatro grandes grupos, revolucionando a ciência da nutrição: - os biogênicos (vivos e produtores de vida): brotos e germinados; - os bioativos (mantenedores da vida): frutas e verduras frescas, leite e mel; - os bioestáticos (que envelhecem e diminuem as funções vitais) alimentos envelhecidos e cozidos; - os biocídicos (que destroem a vida - os venenos) produtos químicos de qualquer espécie, sais inorgânicos, e alimentos em decomposição. |
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01/04/2008
O que fazer para emagrecer
O primeiro e o maior obstáculo para reduzir o peso é busca frenética por emagrecer. Quando alguém se empenha em emagrecer está ansiosamente atrás de um modelo que alguém criou, freqüentemente de uma tendência da moda. Se você segue uma dieta, faz exercícios, toma medicamentos para reduzir peso estará fazendo várias ações equivocadas ou, mesmo erradas, por um motivo pequeno demais – o que dificilmente o levará a resultados duradouros.
Os fins não justificam os meios. Isto é, se você quiser emagrecer é quase certo que fará muitas coisas perigosas para a sua saúde, coisas insensatas só para conseguir o que deseja, a qualquer custo. Além do mais, emagrecer não é um bom objetivo porque deveria ser o resultado natural de uma busca pela boa saúde. Para ilustrar: se alguém dorme mal e fizer um esforço para dormir, ficará nervoso, preocupado e simplesmente, terá insônia. Balanças, medidores de gordura corporal, tabelas de peso x altura e a paranóia em atingir determinado peso estão mais para o torturar-se e abusar de si mesmo.
Todas as dietas e todos os métodos para emagrecer são, em princípio, ilusórios e danosos à saúde. Portanto, é bem útil fugir de todas as soluções e promessas mágicas e ou “científicas” para emagrecer. Se por acaso você sofrer de algum problema sério de saúde, certamente o excesso de peso será uma mera conseqüência de sua má saúde e você não terá benefícios em emagrecer sem antes se curar. E o fato de curar-se o levará a ter o corpo que deseja, seja que esta cura ocorra no seu corpo ou na sua mente.
Resultados rápidos e fáceis na saúde são passageiros e perigosos. Todos gostam de cortar caminho, pular etapas, mas aqui, com a sua vida, não é prudente.
O fato de estar engordando ou estar gordo(a) é, já, uma disfunção. Algo não vai bem com seu organismo, com você. E o que importa é corrigir as causas, todas aquelas coisas que o fizeram gordo(a) O excesso de peso é só um sintoma, não é a causa a ser combatida.
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31/03/2008
A causa do excesso de peso
Por que engordamos? A principal causa de ganhar peso, aqueles quilos indesejáveis, de banha, de celulite, de edema, foi, é e será o desequilíbrio metabólico, um descompasso entre o que é recebido e o que é eliminado. Há uma palavra técnica para este desequilíbrio: toxemia.
A razão do porquê você não consegue fazer seu organismo obedece-lo é que você não consegue se livrar das toxinas tão rápido como elas são formadas por dois processos, um natural e outro provocado por você mesmo. Em qualquer hipótese, você pode equilibrar o seu metabolismo, desde que compreenda o funcionamento de seu organismo e goste um pouco de você mesmo.
Não estamos aqui analisando as dezenas de motivos que podem estar contribuindo para o excesso de peso e se relacionam com certas doenças sérias e que precisam de assistência especializada, mas daquelas condições que podemos e devemos controlar.
A substituição de células velhas por novas, alguns bilhões delas por dia, deixa resíduos tóxicos que precisam ser eliminados, este é um dos motivos de seus problemas com o peso. O outro, são as complicações com alimentos impróprios que deixam resíduos e intoxicam todo sistema.
Todo resíduo que fica no organismo e não pode ser eliminado na velocidade adequada contribuirá para o aumento de peso, aquele aumento doentio. Você pode aumentar a massa muscular e assim o seu peso com um tecido funcional e saudável, o que é desejável. O tecido gorduroso, o edema e toda aquela acumulação de tecido inerte, que é feio e perigoso para a saúde, é devido e constituído por toxinas. Não há nada bom na gordura. Nenhuma vantagem em carregar peso morto e tóxico.
Só comer pouco não é suficiente para reduzir saudavelmente o peso. É impossível manter isto por muito tempo, porque é uma ação pouco inteligente porque há muitas outras coisas a levar em conta, às quais voltaremos mais adiante.
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30/03/2008
O que você come ou deixa de comer determina sua saúde
Por muito tempo a alimentação foi negligenciada na sua importância na saúde em geral: no crescimento, na reprodução, na imunidade, na manutenção e recuperação da saúde. A capacidade de nosso organismo em apropriar-se de algo que ingerimos e chamamos de alimento, é limitada. Comer qualquer coisa contando que seja uma quantidade “suficiente” ou excessiva ao invés de ser uma garantia de trazer força, vitalidade, bem estar, é, na verdade, um dos maiores fatores de doença.
A ênfase na quantidade em detrimento da qualidade é uma má filosofia de nutrição. Comer em quantidade produtos de má qualidade leva a doença ou a morte mais rápido do que não comer absolutamente nada mais do que água. A nossa capacidade de transformar o que ingerimos em nutrientes, em carne, sangue, ossos e energia, é muito mais limitada do que até muito recentemente se pensava. Os “cientistas” têm a maior parcela de culpa nesta questão – eles não só desprezaram a advertência dos antigos, de Hipócrates, por exemplo, como afirmaram e confirmaram que a qualidade da alimentação nada tinha de importância na nossa saúde.
Em grande parte, nós somos o que comemos. As nossas células são formadas a partir do material que lhes fornecemos como alimento. Se o alimento é impróprio, as nossas células serão fracas e doentes, se o alimento, é bom, então, teremos células fortes e saudáveis.
A vida depende de alimento - na verdade, não só de alimento físico. Precisamos de outros elementos que vem do sol, do ar, da água, entre outros, mas é do que comemos que formamos a base para a circulação do que chamamos de força vital – a vida. Um corpo formado de células fracas e doentes não terá bom desempenho, não nos dará prazer, não viverá o suficiente.
São normais os processos de construção e de destruição durante toda a vida. Estas duas atividades vitais de construção e destruição são o que chamamos metabolismo. É nossa tarefa de seres inteligentes fornecermos aos nossos corpos alimentos que possam contribuir mais à construção.
Os alimentos que fornecem o que precisamos como nutrientes são aqueles que vêm diretamente da natureza: integrais, inteiros, não processados, não congelados, não cozidos, não picados, não conservados, não aditivados – as frutas e as verduras. Que estes sejam a base de sua alimentação e de seus filhos. |
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27/03/2008
Exorcizando as calorias
As calorias continuam sendo utilizadas para medir o valor nutritivo dos alimentos. Uma kcal (1 caloria) é a energia necessária para aumentar de 1°C 1kg de água. A idéia de usar o calor como medida da energia dos alimentos surgiu do fato que na ciência da física a energia e o calor são intercambiáveis. Imaginou-se, incorretamente, que se poderia usar esta medida de calor para avaliar a nutrição humana. Ou seja, empregou-se uma medida de fenômenos físicos (de coisas mortas) para medir coisas vivas – o nosso organismo.
Portanto, decidiu-se que os alimentos que geram mais calor quando queimados são os melhores. Também, com base em experimentos muito questionáveis, estabeleceu-se que uma pessoa adulta normal precisaria de 2500 calorias para suas necessidades diárias – o que passou a servir como base das dietas. Como as pessoas que participaram do estudo comiam em excesso, os cientistas determinaram que todos deveriam também se empanturrar até adoecer ou morrer.
Hoje, temos suficientes pesquisas que comprovam o total absurdo de ingerir tantas “calorias”. Mas ainda restaram alguns fantasmas e maus espíritos que precisam de um exorcismo urgente e eficiente. Em geral, os alimentos mais calóricos como cereais desnaturados, óleos, graxas, carnes e açúcar não contêm os elementos essenciais à vida. As frutas e as folhas, que no passado foram considerados produtos sem valor alimentar, agora começam a ser vistos como muito mais importantes e até como substitutos superiores destes alimentos cheios de energia calórica, mas vazios de vida.
Meio quilo de açúcar produz 1750 calorias, 165 calorias para o creme de leite, 100 para os tomates e 95 para o espinafre. Quando alimentamos animais com açúcar e água, eles logo morrem, apesar de estarem bem supridos de “calorias”. É possível morrer de inanição com uma dieta rica em calorias e vazia em nutrientes essenciais.
Os sais minerais orgânicos, as vitaminas e enzimas são muito mais importantes que as calorias e assim, as dietas devem ser baseadas nos alimentos que contêm estes elementos em abundância e as calorias podem e devem ser esquecidas como uma medida de nutrição porque são um conceito antigo, inadequado e perigoso.
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26/03/2008
A conquista da saúde
De quem você acha que depende a sua saúde? Se você respondeu que ela depende de doutores, de remédios, vacinas, hospitais e coisas semelhantes, então está bem longe de poder garantir-se uma vida saudável. Como em muitas outras atividades essenciais, dormir e comer, por exemplo, a saúde depende, em primeiro lugar, de você mesmo. Se você não faz o que precisa para manter a vida em equilíbrio ou, ainda, faz aquilo que abala a saúde, nada poderá ajudá-lo. Acreditar que poderia comprar a saúde, que poderia ser salvo na última hora, que a ciência descobrirá ou, temerariamente, imaginar que já descobriu a cura para os seus erros de vida, você está em apuros. Infelizmente, a medicina ainda não descobriu a cura nem para um simples resfriado. A assim chamada ciência moderna pode aliviá-lo de alguns sintomas durante um curto espaço de tempo, mas não pode efetivamente curá-lo e nem, menos ainda, evitar que você adoeça. Se isto fosse possível, estariam anulando a lei da causa e efeito, o que é impossível desde sempre. Se você coloca o dedo no fogo, seus tecidos serão destruídos e o remédio não ajudará na cura, só aliviará a dor. É muito mais eficiente tirar o dedo do fogo e esperar que a Natureza faça o seu trabalho de auto-regeneração. E por que, antes de tudo, não evitar colocar o dedo no fogo? É exatamente aí que você pode mudar o futuro porque a sua saúde depende de você mesmo, de sua sabedoria, boa vontade, amor próprio e ação efetiva. Enquanto ficarmos perplexos esperando por um salvador, por uma poção milagrosa, estaremos nas mãos de outros, de promessas, de interesses.
Longe de ser um organismo frágil, doente e indefeso, o homem e a mulher foram forjados para a auto-suficiência, saúde, longevidade, prazer, entre outras boas coisas da vida. Mas, estranhamente, a grande maioria sofre e está limitada pelas enfermidades. O que efetivamente tem impedido a libertação do sofrimento está na falsa crença de que não podemos fazer nada por nós e, ao mesmo tempo, um estado hipnótico nos mantém paralisados à espera de curas que seriam realizadas por algum eleito.
Se a salvação, a cura, está em nossas próprias mãos, o primeiro movimento precisa ser nosso. Ninguém pode nos dar aquilo que não queremos, que não fazemos por merecer. Se isto está claro para você, então o próximo passo pode ser dado: descobrir do que depende a sua saúde.
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25/03/2008
Dengue: você pode evitá-la
Assim como outras epidemias vieram misteriosamente e se foram, esta também, como veio, partirá e esqueceremos dela. Como prevêem os especialistas, ela voltará um dia. O que cada um pode fazer por si mesmo para não adoecer?
Cuide bem de sua saúde, não abuse, não se intoxique, coma alimentos frescos e crus, vá para o sol e o ar livre, mantenha tudo muito limpo, em você e em torno de você, não tenha medo, confie mais na sua capacidade inata de evitar doenças e curar-se. Não espere por milagres de última hora, não espere que alguém ou alguma coisa possa fazer mais pela sua saúde do que você mesmo!
Já ocorreram 48 mortes no Rio de Janeiro nos três primeiros meses de 2008, supostamente por dengue. Este número supera os 31 óbitos ocorridos no Estado em todo o ano passado. Desde o início do ano, mais de 32 mil casos, supostamente de dengue, já foram registrados no Estado. A palavra “supostamente” foi aplicada enfaticamente porque não há como afirmar que estas mortes tenham uma relação direta com o vírus da dengue. As picadas dos mosquitos, supostamente contaminados, podem ter contribuído efetivamente para o agravamento do estado de saúde destas pessoas. Porém, nem se pode dizer que elas realmente estavam infectadas e, mesmo que estivessem, é impossível afirmar que morreram como conseqüência da infecção viral.
Há um dado, a confirmar, que 90% das pessoas testadas no Recife apresentaram contaminação pelo vírus, isto é, já haviam sido picadas por mosquitos contaminados. Estas pessoas negaram que tivessem tido dengue alguma vez e, no momento estavam todas saudáveis. Segundo a opinião do infectologista David Uip, São Paulo corre um grande risco de ter também um surto de dengue.
Não há vacina para a dengue, não há tratamento específico, não se conhece com clareza a “ação” do vírus e a confirmação diagnóstica laboratorial é tão demorada que é inútil para o tratamento, porque seria perigoso esperar uma semana pelo resultado positivo ou negativo do exame. Todos os diagnósticos são, portanto, pelos sintomas somente – sobre os quais não se pode ter 100% de certeza.
O Estado não pode salvar todas as pessoas que adoecem e não pode evitar que muitas adoeçam. O esforço em melhorar as condições sanitárias é importante e indispensável. Por outro lado, lamentavelmente é a própria filosofia de saúde do Estado que se esforça em convencer os cidadãos a esperar pela prevenção ou pela cura. Costumam reafirmar que dispõem dos meios adequados para erradicar doenças e, caso as pessoas caiam doentes, salvá-las. Nem uma coisa nem outra parece tão simples assim, segundo o que estamos assistindo hoje.
Não é absolutamente correto dizer que determinada doença tem como causa única um vírus, uma bactéria, através de um mosquitinho – mesmo que não seja totalmente incorreto. Muitas pessoas estão agora mesmo sendo picadas por mosquitos contaminados e não adoecerão, enquanto outras sim – o que significa, que o vírus precisa de um meio, um sangue com certas condições propícias para se desenvolver. Sempre há múltiplas causas para alguém adoecer e a identificação destes fatores é o único antídoto e a única vacina real e segura nas nossas mãos.
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25/03/2008
O tempero que adoece Nos ensinaram que o sal – o cloreto de sódio – é indispensável à saúde. Trata-se de um dos temperos mais usados para dar sabor aos alimentos. Os números são surpreendentes. Cada brasileiro consome por dia 10 gramas de sal, quantidade bem superior à recomendada pela Organização Mundial da Saúde (2,5 gramas, o equivalente a uma colher rasa de café). Os próprios alimentos já são fontes naturais de sal, por isso, quanto mais longe você ficar do saleiro, melhor.
O mesmo efeito terrível que sentimos quando o sal é colocado sobre um ferimento se reproduz nos órgãos internos quando ingerido. Em excesso, ele engendra o edema, piora os casos de reumatismos e eczemas e leva à hipertensão. Nas pessoas que não costumam fazer uso dele, os efeitos são imediatos: aumento de batimentos cardíacos, náuseas, vômito, tontura e diarréia. Ou seja, funciona como uma espécie de "antibiótico", irritando os tecidos vivos. Milhões de mulheres perdem suas tiróides principalmente devido à intoxicação pelo iodo em excesso no sal brasileiro. Sem falar que ele mascara o gosto de alimentos estragados, retarda e prejudica a digestão. Como tem o poder de dar mais sabor às refeições, o sal parece amigo, inofensivo. Mas não se deixe enganar pelo paladar! |
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24/03/2008
Cada quilo a mais é um ano a menos de vida
Os magros vivem mais do que os obesos – afirmam as companhias de seguro e confirmam os especialistas em saúde.
Há um certo exagero nesta afirmação, mas ela não deixa de revelar um fato incontestável. Os magros são, em geral, mais saudáveis.
Há uma verdadeira mania por emagrecer. O objetivo é diminuir quilos na balança e pouca ou nenhuma preocupação séria com a própria saúde. Não há dúvida de que o excesso de massa corporal, em geral, significará menos saúde e menos anos de vida. Aqueles que mantêm um peso baixo e regular durante suas vidas são os que têm melhor saúde.
Obter um corpo saudável e harmonioso e capaz de alto desempenho e resistência é trabalho de muitos anos e impossível de ser obtido por qualquer tipo de dieta que tem como meta só emagrecer.
Todas as dietas para emagrecer atingem seus objetivos por muito pouco tempo e sempre em detrimento da saúde – estes magros sempre voltam a engordar. Não se pode obter saúde na busca de ficar magro. A diminuição de peso e a sua manutenção deve ser o resultado de uma mudança de hábitos alimentares, para começar. Nem só de má alimentação depende a obesidade – há muitas causas associadas que precisam de uma análise cuidadosa e especializada.
Quando alguém vai na busca da saúde, certamente chegará a ter um corpo, uma aparência, que será muito melhor do que imaginava ter. Fazer o que é certo em relação à saúde é o caminho mais seguro e inteligente para emagrecer e continuar vivo e saudável. Mudar hábitos alimentares ruins por bons, usar o corpo para fazer boas coisas para si e para os outros e buscar a paz em tudo e, principalmente, esforçar-se por abandonar a mania do emagrecimento o fará magro(a) para sempre sem precisar de dietas milagrosas. |
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23/03/2008
Chocolate
Ao cacau, que é a base do chocolate, são atribuídas propriedades nutritivas e até curativas. É freqüente que vários produtos alimentícios, além do cacau, sejam utilizados para curar certas doenças e carências como se cada um deles possuísse alguma propriedade exclusiva.
É fato que o cacau e também o seus manufaturados, o chocolate, entre outros, contêm alguns elementos essenciais naturais: proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, entre outras. Também foram encontrados flavonóides, ácido gálico, epicatecina, teobromina e cafeína – estes dois últimos são alcalóides com certo grau de toxidade.
O nosso organismo retira dos alimentos aquilo que necessita e rejeita o que não interessa como inútil ou perigoso. Desta forma, é impossível obrigá-lo a receber o que não precisa. Aqueles produtos estimulantes e com características chamadas farmacologicamente de “ativas” em geral são problemáticas e representam o lado perigoso para a saúde. É mais seguro tomá-lo como um alimento como qualquer outro produto que escolhemos para a nossa nutrição. Quando se atribuem propriedades exclusivas pode-se ficar tentado a exagerar na quantidade e freqüência.
Esqueçam das propriedades miraculosas atribuídas ao chocolate e aproveitem de seu sabor fantástico e não abusem. Esta é a melhor maneira de consumi-lo e retirar o melhor que ele tem.
Feliz Páscoa!
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21/03/2008
A Cura de Todas as Doenças
Através dos milênios o homem busca inutilmente meios de cura para os seus males, iludindo-se que logo mais a cura para todas as doenças será descoberta. Ele parece estar sob a hipnose de interesses que, sem descanso, prometem alívio para suas enfermidades e dores.
Aquela terapêutica que há cinco anos atrás foi reconhecida como eficaz, está agora condenada porque se revelou mais destrutiva que curativa. É quase certo, da mesma forma, que um achado “científico” de cinqüenta anos atrás, que foi amplamente utilizado no tratamento de milhões de pessoas, seja agora rejeitado como inútil. Em geral, estas soluções e descobertas do passado são acusadas de fazer mal ou, de ser pouco úteis e produtos de um pensamento ingênuo e pouco científico. Ao olhar para o palco armado que promete maravilhas esquecemos que o poder de cura está muito próximo de cada um de nós e está mesmo ao nosso alcance. Quando alguém se sente mal seu raciocínio se apequena, suas emoções se perturbam, seus medos infantis crescem, sua vontade desfalece e ele corre em busca de um salvador, de uma cura oficialmente aprovada como se fosse a melhor e única solução. Esta é a atitude de quem ignora que todos os processos de vida ocorrem em ordem e segundo leis eternas e imutáveis. As mesmas leis que regem a reprodução, o crescimento, a reparação de tecidos gastos ou machucados, a recuperação da energia perdida, a excreção de dejetos, a reparação do organismo como resultado de acidentes, são exatamente os mesmos que agem na restauração de um corpo doente. Ou seja, são processos naturais. Este é, finalmente, o único poder curativo verdadeiro. É impossível substituir esta força vital, que mantém a vida e a saúde, por qualquer coisa artificial. Estes são poderes de auto-cura, inerentes e exclusivos do organismo vivo. O desaparecimento gradual e inexorável de todos os métodos artificiais (inventados pelo homem) são o testemunho gritante de seu fracasso. Todas as curas verdadeiras são processos biológicos, naturais e as intervenções estranhas a estes mesmos processos não fazem mais do que atrapalhar ou impedi-los. Não podemos imitar a Natureza, mas podemos segui-la. É impossível negar os esforços de encontrar novas curas, mas todas elas serão abandonadas e esquecidas nas próximas décadas – ou talvez, nesta época acelerada, em alguns poucos anos. Se as mesmas doenças do passado teimam em continuar surpreendendo os distraídos e os derrotando é necessário procurar por algo que não seja uma ilusão.
Cura-te a ti mesmo!
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20/03/2008
A Dengue Epidêmica
As autoridades médico-sanitárias do Rio afirmam que estão vivendo uma epidemia da doença.
Há uma corrida desesperada aos hospitais em face de qualquer sintoma que as pessoas supõem que possa ser a dengue. É necessário relembrar alguns fatos sobre esta assim chamada doença:
1. Somente 1% das pessoas que foram picadas por insetos contaminados desenvolvem, supostamente, a doença em suas várias formas, mais ou menos graves.
2. Não há tratamento específico para a doença, somente hidratação, o resto são paliativos questionáveis, já que para doenças causadas por vírus não há tratamentos efetivos.
3. Destes raros 1% que apresentam sintomas, uma porcentagem muito pequena pode adoecer mais gravemente (é o que dizem os especialistas)
4. A dengue é vista como uma doença, freqüentemente, benigna.
5. Todos os microorganismos só se desenvolvem quando há uma condição interna que suporte o seu desenvolvimento. Em um sangue saudável, limpo, o vírus não encontra condições para viver e prejudicar. Isto é válido para todas as doenças classificadas com “infecciosas”. Este, junto com outros fatores, é o verdadeiro motivo pelo qual somente algumas pessoas adoecem.
6. O diagnóstico da dengue não ajuda em nada no tratamento. A identificação positiva da contaminação é demorada e não muito exata. Nenhum médico pode dizer com certeza e de imediato que os sintomas são da dengue até que os exames estejam a sua disposição
7. Ainda hoje não se esclareceu positivamente a ação do vírus no organismo humano
Destas pessoas que estão apavoradas precipitando-se aos hospitais temendo pela vida de seus filhos ou da própria, certamente raros são aqueles que estão realmente enfermos por causa do vírus da dengue. A grande maioria está simplesmente resfriada ou com algum outro sintoma do que chamam hoje de “viroses”. Há freqüentemente um risco tão grande em cuidar-se em casa quanto aquele de ficar esperando por socorro, em pânico, em hospitais apinhados de pessoas doentes e de profissionais exaustos e querendo eliminar, a qualquer custo, os sintomas. Medicar nesta hora representa um perigo muito grande de complicações graves – por causa dos efeitos do medo e das medicações neste estado fragilizado.
A prevenção da doença passa pelos cuidados sanitários e também, e mais ainda, pelos cuidados pessoais de higiene, ou seja, de um modo de vida saudável.
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| Fernando Travi |
Formado em psicologia e especializado em educação e ciência comportamental, é fundador e atual presidente da Sociedade Brasileira de Biogenia e Higienismo. Defende que a saúde é resultado de bons hábitos de vida. Gaúcho, é casado e tem quatro filhos.
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